Você já está em tratamento. Mas ainda sente que alguma coisa não foi entendida.

Quando a melhora não acontece como esperado, o próximo passo nem sempre é simplesmente tentar outra medicação.

Antes, pode ser necessário reorganizar o caso, revisar o que já foi investigado e olhar para a sua saúde como um todo.

 

Psiquiatria para adultos por teleconsulta • Dr. Rafael Gomes

Dr. Rafael Gomes

Psiquiatra CRM/SP 169787 – RQE 71951

Talvez você já tenha melhorado alguma coisa. Só não o suficiente para sentir que o tratamento encontrou o caminho.

Você começou a tratar porque alguma coisa estava errada.

Com o tempo, recebeu hipóteses, iniciou medicamentos, fez ajustes e tentou seguir o tratamento da melhor maneira possível.

Só que alguns pacientes chegam a um ponto em que a pergunta deixa de ser apenas “qual remédio usar?” e passa a ser outra:

 

“Será que estamos enxergando tudo o que precisa ser enxergado?”

1. Alguns sintomas continuam

Houve melhora em determinados pontos, mas sono, energia, concentração, ansiedade, humor ou disposição continuam comprometendo sua vida.

2. O diagnóstico ainda gera dúvidas

Você recebeu uma explicação para o quadro, mas sente que ela talvez não organize tudo aquilo que vem acontecendo.

 

3. Já houve diferentes tentativas

Doses foram ajustadas ou medicamentos foram modificados, mas você ainda não consegue perceber com clareza o que realmente mudou.

 

4. Existe mais acontecendo ao redor

Sono, rotina, alimentação, atividade física, saúde clínica, relações e outros fatores também podem fazer parte da história.

Quando um tratamento não evolui como esperado, repetir tentativas sem reorganizar o caso pode aumentar ainda mais a sensação de estar no escuro.

O tratamento psiquiátrico muitas vezes exige ajustes. Isso faz parte da medicina. Mas existe uma diferença entre ajustar uma conduta sabendo o que está sendo acompanhado e simplesmente passar de uma tentativa para outra sem conseguir enxergar o quadro inteiro. Por isso, antes de decidir o próximo passo, eu gosto de voltar ao mapa.

Reconstruir a história

Entender quando tudo começou, como os sintomas evoluíram e o que aconteceu depois de cada tratamento.

Revisar as hipóteses

Observar se o diagnóstico atual explica adequadamente o quadro ou se existem pontos que ainda merecem investigação.

Olhar além do sintoma

Sono, estilo de vida, saúde física, rotina e contexto também podem interferir na maneira como você se sente.

Definir o que acompanhar

Um plano só pode ser ajustado com clareza quando sabemos o que esperamos melhorar e como vamos observar essa mudança.

Antes de escolher o caminho, eu preciso entender o terreno.

Uma das partes mais importantes da primeira consulta é organizar aquilo que, muitas vezes, chegou fragmentado ao longo de meses ou anos.

Não parto apenas da pergunta “qual medicamento você está usando?”.

Quero entender o que aconteceu antes dele, o que mudou depois, o que permaneceu e quais partes do quadro ainda não foram explicadas.

A primeira consulta começa pela reconstrução do caso.

Eu procuro entender sua história, sintomas atuais, tratamentos anteriores, respostas aos medicamentos, rotina, sono, alimentação, atividade física, saúde clínica e outros fatores relevantes.

A partir disso, é possível:

✓ organizar melhor as hipóteses diagnósticas;

✓ identificar pontos que ainda merecem investigação;

✓ avaliar se exames ou outras avaliações fazem sentido no seu caso;

✓ discutir as possibilidades de tratamento;

✓ definir o que precisaremos acompanhar nas próximas semanas.

Você não precisa chegar sabendo explicar tudo perfeitamente.

Organizar essa história faz parte da consulta.

É isso que eu quero dizer quando falo em construir um mapa da sua saúde mental.

Neste vídeo eu explico com mais detalhes como penso uma primeira consulta.

A primeira consulta produz uma fotografia. O tratamento acontece no filme.

Muita coisa pode ser compreendida em uma primeira avaliação.

Mas a resposta ao tratamento aparece ao longo das semanas.

É nesse período que percebemos o que melhorou, o que permaneceu, o que surgiu e o que talvez precise ser ajustado.

Por isso, acompanhamento não significa apenas renovar receita.

Nas consultas seguintes, voltamos para aquilo que havíamos decidido observar.

Como estão os sintomas?

O que mudou desde a última avaliação?

A intervenção teve o efeito esperado?

Algum efeito adverso apareceu?

As mudanças de rotina foram possíveis?

Existe alguma nova informação que muda nossa compreensão do caso?

Quando necessário, utilizo também escalas e formas estruturadas de acompanhamento para reduzir a dependência daquela pergunta vaga:

“Você acha que está melhor?”

O objetivo é transformar impressão em informação clínica que possa orientar os próximos passos.

O objetivo não é tratar apenas o diagnóstico. É entender a pessoa que está convivendo com ele.

Duas pessoas podem receber o mesmo diagnóstico e ainda assim precisar de abordagens muito diferentes.

A maneira como dormem é diferente.

A rotina é diferente.

A saúde física é diferente.

Os tratamentos anteriores são diferentes.

As relações, o trabalho, os hábitos e o momento de vida também são diferentes.

Por isso, olhar o paciente como um todo não é acrescentar uma lista de hábitos ao final da consulta.

É considerar essas informações na construção do próprio raciocínio clínico.

 

O que muda quando o tratamento vira um plano

Quem vai organizar esse caso com você

Eu sou o Dr. Rafael Gomes e atuo com psiquiatria de adultos por teleconsulta.

Ao longo da prática clínica, percebi que muitos pacientes chegavam depois de meses ou anos de tratamento sabendo dizer quais medicamentos já haviam utilizado, mas ainda sem conseguir organizar por que algumas coisas melhoraram, outras permaneceram e quais perguntas continuavam abertas.

Foi por isso que investigação, acompanhamento e visão integral do paciente se tornaram pilares da minha forma de trabalhar.

Meu objetivo não é simplesmente acrescentar uma nova tentativa à história que você já viveu.

É primeiro entender essa história.

Dr. Rafael Gomes
Médico Psiquiatra
  • Graduado em Medicina pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e com formações complementares:
  • Residência Médica em Psiquiatria pela UNICAMP
  • Especialização em Psicoterapia Breve de Base Psicanalítica pelo SAPPE/UNICAMP
  • Bacharelado em Física Médica pela Universidade de São Paulo (USP – Ribeirão Preto)
  • Fellowship in Functional & Integrative Psychiatry pelo  Psychiatry Redefined  Institute
 

Os atendimentos são realizados apenas por teleconsulta, com base em protocolos estruturados e respaldados pelas diretrizes mais atuais da psiquiatria.

Antes de marcar uma consulta, talvez você queira conhecer melhor a maneira como eu penso.

Grande parte do que explico em consulta também aparece nos meus conteúdos sobre saúde mental, diagnóstico, medicamentos e estilo de vida. Você pode assistir a alguns deles antes de decidir se minha abordagem faz sentido para você.

Dúvidas que costumam aparecer antes da primeira consulta

"Já faço tratamento com outro psiquiatra. Posso marcar uma consulta?"

Sim. Inclusive, muitos pacientes procuram uma nova avaliação porque sentem que ainda existem dúvidas sobre o diagnóstico, a resposta ao tratamento ou os próximos passos. Se possível, tenha em mãos informações sobre tratamentos anteriores, doses utilizadas, exames e outros documentos que possam ajudar a reconstruir sua história.

Quadros que não respondem aos primeiros tratamentos são justamente os que mais se beneficiam de uma condução estruturada. O que costuma ser chamado de ‘depressão resistente’ muitas vezes é, na verdade, depressão mal conduzida. Avaliar isso é parte do que faço na consulta inicial.

A consulta organiza. O acompanhamento é o que sustenta a melhora. Tratar depressão sem condução contínua é o motivo mais comum de pessoas ficarem em ciclos de melhora parcial e recaída — exatamente o que queremos sair. O que realmente faz diferença é a condução ao longo do tempo — com ajustes, revisão e estratégia. Sem isso, o mais comum é continuar em ciclos de melhora parcial e recaída.

O uso de medicação não é automático. Ele é definido com base no seu quadro, na fase em que você está e no que está sustentando a depressão.” Em alguns casos, a medicação é importante. Em outros, pode não ser necessária naquele momento. A decisão não é baseada em preferência — é baseada em critério clínico.

Essa preocupação pode ser discutida durante a consulta. Medicamentos diferentes possuem características e riscos diferentes. Caso exista indicação, serão explicados o objetivo, as alternativas e a forma de acompanhamento.

Depende do seu quadro, da fase em que você está e da resposta ao tratamento. O foco não é definir um tempo fixo, mas conduzir o processo de forma estruturada — melhorar, estabilizar e, quando possível, evoluir com segurança.

Em alguns casos leves, pode haver melhora pontual. Mas quando existe impacto real na energia, no humor e na funcionalidade, o acompanhamento faz diferença porque permite ajustar o tratamento ao longo do tempo. Sem isso, o mais comum é ficar entre tentativas isoladas, sem consistência.

O primeiro passo é a consulta inicial.” Nela, o seu caso é avaliado em profundidade e o tratamento começa a ser organizado — com clareza sobre o que está acontecendo e qual direção seguir.

Você não precisa chegar à consulta sabendo qual é o seu diagnóstico.

Nem precisa conseguir explicar perfeitamente por que o tratamento atual não está funcionando como gostaria.

Você precisa apenas contar o que aconteceu até aqui.

A partir daí, começamos a organizar o restante.

Ao clicar abaixo, você conversa com minha secretária para entender valores, disponibilidade e como funciona o agendamento.

Ainda não sabe se é o momento de marcar?

Você pode conhecer melhor minha forma de pensar através dos conteúdos que publico sobre psiquiatria, diagnóstico, tratamento e saúde mental.